A FELICIDADE NA EDUCAÇÃO

A Educação, o Ensino e o Aprendizado sempre foram e são muito presentes em minha vida. Desde pequena fui criada dentro de um ambiente escolar, vivendo todas as alegrias e desafios presentes neste lugar de crescimento, superação, desenvolvimento e conquistas.

Falar de Educação e reconhecer suas falhas, é algo que me coloca em posição de total vulnerabilidade, pois este é o trabalho que desenvolvo há mais de 25 anos. Toda essa experiência faz com que eu tenha uma visão mais apurada deste processo, que envolve pessoas nas mais diferentes idades e visão de mundo.

Começar uma mudança dentro do ambiente escolar é algo desafiador que me eleva ao mais alto grau de persistência e performance. Entender que esta mudança é necessária foi o primeiro passo. Saber e delinear o caminho a ser seguido é o que nos coloca a frente deste desafio.

Quando olhamos e percebemos a escola como um ambiente onde o estudante tem a necessidade de evitar situações negativas, onde ele passa longos períodos atolado de trabalhos que não gosta de fazer e é motivados pelo medo do fracasso, reflito sobre quais mudanças devemos provocar. O que vemos são situações que, ao fim de um ano letivo, liberados dos livros, exames, deveres e provas, ele experimenta um esmagador sentimento de alívio e acredita que isso pode ser chamado de felicidade. E mais, aprende com seus pais e professores que as notas e os prêmios são a medida certa para o sucesso e que sua responsabilidade como estudante é produzir boletins excelente, em vez de aprender para viver uma vida feliz!

Quando um pai (eu já estive dentro deste grupo) olha o boletim de seu filho com notas interessantes e até mesmo brilhantes em inglês, artes, português, ele dá atenção aquela única nota vermelha em matemática e começa a trabalhar o desenvolvimento desta matéria em seu filho de forma exigente e maçante. Coloca em reforço, aula particular e exige mais tempo de estudo, coloca o foco totalmente na dificuldade esquecendo das habilidades de desempenho superior. Resultado: um aluno infeliz.

Quando estudamos a Psicologia Positiva, reconhecemos que devemos focar em nossas forças, nossas maiores habilidades e que quando fazemos isso provocamos um efeito denominado “Reboque”, ou seja, com o desenvolvimento maior das nossas maiores habilidades, consequentemente aquelas que temos mais dificuldades serão desenvolvidas automaticamente. É cientificamente comprovado que alunos que dão ênfase as suas forças conseguem desenvolver, de maneira prazerosa, todas as habilidades necessárias para obter alta performance e felicidade.

Eu defendo a Educação Positiva dentro do ambiente escolar, tanto que no Colégio Degrau tenho desenvolvido esta prática ativamente. Desta forma, coloco essa responsabilidade nas mãos dos educadores – pais e professores – que se preocupam em ajudar os jovens a levar uma vida feliz, onde possam garantir que esse processo de aprendizagem seja prazeroso. Nas escolas, as crianças devem ser encorajadas a buscar caminhos que lhes deem prazer e significado.

Se um estudante deseja ser assistente social, seus professores e pais devem encorajá-lo mesmo que ele possa ganhar mais como banqueiro de investimento. Se ele quer ser um executivo, o apoio deve ser integral mesmo que o desejo de seus pais tenha sido que se dedicasse a medicina. É fazer o que ama e amar o que faz!

Para pais e professores que acreditam na felicidade como premissa necessária para o sucesso, eu acredito que esse é o caminho natural para seguir e a lógica necessária para fazer: é para ser feliz agora!

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