DEFININDO A SUA OBRA – Sabedoria de uma vida

Qual é a tua obra?

 

Quando me deparei com a capa do livro de Mário Sérgio Cortella (Qual é a tua obra? – Inquietações Propositivas Sobre Gestão, Liderança e Ética – 25ª Edição – Editora Vozes – 2007), veio a reflexão sobre esta pergunta e ao analisar este questionamento comecei a repensar sobre aquilo que eu realizava diariamente, levantando seguidas manhãs cumprindo um misto de responsabilidade e necessidade: o meu trabalho.

Por que muitas vezes, em nossa vida, a ideia de trabalho é associada a castigo, fardo, provação? Existe alguma explicação para isso?

Um excelente esclarecimento que encontrei está neste mesmo livro, que coloca a ideia de trabalho no ponto de vista histórico. No início temos a sociedade que cresceu a partir do trabalho escravo, portanto, esta atividade era vista como algo menor, indecente, imoral ou de gente que está sendo punida. Já no mundo medieval, em que a relação foi senhor e servo, houve a substituição da ideia de trabalho pela servidão. E no mundo capitalista acaba sendo introduzida outra relação, aparecendo o patrão e o empregado.

Portanto, o trabalho manual é visto como castigo, que estafa, que estressa, que obriga. Aparece fortemente no mundo ocidental como uma decorrência moral daqueles que não fazem a coisa certa. E o trabalho manual como castigo continua, tanto que a maior parte das pessoas dizem: “Quando eu parar de trabalhar, eu vou fazer isso, isso e isso”.

Este é o ponto! Mudar a forma de pensamento não mais encarando o trabalho como um castigo, mas sim como a realização de uma obra, é a verdadeira forma de encarar positivamente algo que você irá fazer sempre, afinal não paramos de trabalhar e de crescer nunca!

Todas às vezes que aquilo que você faz não permite que se reconheça, seu trabalho se torna estranho para você e para os outros. Encarar o trabalho como uma obra faz com que encontremos a motivação para continuar construindo aquilo que verdadeiramente nos identificamos, e assim você passará a se ver naquilo que você faz e não naquilo que pensa. Eu me vejo no livro que eu escrevo, na palestra que realizo, na escola que lidero.

Não confunda cansaço com estresse. Você tem cansaço quando uma atividade lhe exige bastante, mas é prazerosa. O estresse se instala quando aquilo que você faz exige bastante, mas não vê a razão de fazê-lo, ou seja, não tem sentido. O trabalho pelo simples fato de trabalhar ou receber uma remuneração gera estresse. Realizar uma obra pode até cansar, mas em nenhum momento irá estressar.

Definir a sua obra significa encontrar a motivação necessária para viver sendo feliz! Imagine levantando todos os dias para fazer aquilo que você mais quer, mais gosta, mais se realiza? Qual o resultado que espera obter quando você reconhece que está cumprindo a sua missão de vida, que está no caminho da realização de seu propósito?

Quer saber a melhor forma para fazer isso? A resposta é simples, faça exatamente tudo em razão do sentido que você vê, naquilo que você faz!

“Bora” realizar a sua verdadeira obra!

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