O QUE TE LEVA PARA AS NUVENS?

Neste mês de novembro participei do IV Congresso Internacional de Felicidade, realizado na cidade de Curitiba. Um fato muito curioso aconteceu: todas as vezes que eu informava que estava indo para um Congresso de Felicidade, me deparava com as expressões mais diferentes possíveis. As que chamavam mais atenção eram aquelas que de alguma forma tentavam identificar se eu estava passando por algum problema! É incrível como as pessoas associam a presença de alguém em um congresso como este com a possiblidade de estados emocionais negativos.

A minha resposta era: “Eu não estou triste, na verdade estou muito feliz e é por isso que participo de algo tão transformador, pois felicidade não é obra do acaso ou mesmo da sorte; felicidade se aprende e depende só de mim!”

Foram dois dias de diversos questionamentos e de inúmeras respostas. Dias de autoconhecimento, de descobertas, de esperança e de amor! Sim, o mais puro dos sentimentos estava presente com força total de uma forma única e impessoal. Todos foram contagiados por esse sentimento de carinho, de cuidado de autoresponsabilidade que, ao sermos apresentados para Monja Coen, monja zen budista, nos contagiou com a afirmação de que o mais puro autoconhecimento é conhecer o feio e o bonito que existe em nós e, quando formos capazes de rir de nós mesmos, seremos mais felizes… “Não leve a vida tão a sério!” – disse ela. Felicidade é a consequência natural de ser você mesmo, de ser verdadeiro por inteiro.

Daniel Almeida, o disseminador da Mente Ronin, afirmou que somos do tamanho de nossos problemas. Portanto se você tem grandes problemas, imagine o tamanho que é! A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para ela, disse Fernanda Gentil, apresentadora, em uma palestra memorável sobre a verdadeira história que existe por trás das pessoas. Somos muito mais que aquele sorriso lindo que aparece na televisão ou na foto do Instagram.

A preocupação com o estresse crônico, aquele que faz mal à nossa saúde, ansiedade e depressão, nos foi apresentado através de um bate-papo com os médicos especialistas: Dra. Ana Beatriz, Dr. Jairo Bouer e Dr. Edmilson Fabbri, que chamaram a atenção sobre a importância de um trabalho sério de prevenção para os nossos jovens que, pelo tempo de exposição
à tela de um celular ou computador, acabam se tornando adultos incapazes de reconhecer as próprias emoções.

Flora Vitória, embaixadora da Felicidade no Brasil, reafirma que felicidade é questão de decisão e Marcos Piangers, autor do livro “O Papai é Pop”, encerra o primeiro dia fazendo o apelo para assumirmos a responsabilidade na questão de proporcionar a felicidade no meio em que vivemos, comparando-nos a verdadeiros anjos, onde o mundo muda quando simplesmente mudamos também. Temos que ser a verdadeira mudança que queremos ver no mundo.

Flavio Passos, empresário e comunicador, inspira a todos com a reflexão de que saúde é felicidade e Susan Andrews, psicóloga e antropóloga formada pela Universidade de Harvard, acaba nos deixando a missão de divulgar a Ciência do Bem-estar e da Felicidade no mundo, apontando o Brasil como o país encarregado de fazer essa grande mudança. Se o mundo entendesse a importância da Felicidade, ele seria infinitamente melhor!

O Hino da Felicidade já era cantado aos quatro cantos quando Jorge Trevisol, filósofo e teólogo, sobe ao palco e nos contagia com a sincronicidade e a necessidade de deixar fluir a intuição, começando a observar quem você é, olhando o seu coração, caso contrário veremos somente a causa e a consequência quando na verdade a felicidade vai muito mais além do que isso. Luís Felipe Pondé, filósofo e escritor, foi o verdadeiro contraponto, apresentando alguns desafios como a pressa em ser feliz e em obter resultados e algumas outras formas, questionáveis, de obter felicidade. Maria Sirois, psicóloga e palestrante, em uma verdadeira aula sobre a Psicologia Positiva, nos apresentou a resiliência como um jarro quebrado onde no lugar da fratura podemos cimentar com ouro… Somos capazes de fazer muito mais do que imaginamos!

Sair da zona de conforto não é fácil. Buscar conhecimento exige coragem e determinação. Participar de algo tão transformador é como se abrir para um novo mundo e reconhecer a necessidade de mudança. Como Gustavo Arns, organizador do Congresso, disse em sua palestra de abertura: a felicidade faz com que eu encontre a minha melhor versão com a sua melhor versão e assim podemos colher o melhor dessa vida!

O que te leva para as nuvens? O que te leva às alturas? Faça mais do que te faz voar!

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