RANKING DA FELICIDADE

O assunto é sério. O nosso país está mais infeliz. De acordo com o World Happiness Report, relatório elaborado pela empresa de pesquisas Gallup, em parceria com a ONU (Organização das Nações Unidas) e divulgado em Nova Iorque no dia 20 de março, dia Internacional da Felicidade.

O Ranking Mundial da Felicidade é considerado o marco de uma era. A partir da instituição deste relatório a felicidade e o bem-estar estão se tornando cada vez mais objeto de discussão e estudo entre as nações do mundo.

O Brasil caiu 16 posições no ranking global da felicidade entre 2015 e 2019. Hoje ele ocupa a 32ª posição de 156 nações que participam deste estudo. Apesar de ser conhecido pela sua hospitalidade e pelo carisma (sendo o relacionamento o principal indicador de felicidade), o povo brasileiro vem despencando no ranking. Esta é a nossa pior posição, lembrando que em 2015 ocupávamos a 17ª posição.

Para medir o nível de felicidade, leva-se em consideração uma variação de medidas referentes ao bem-estar consideradas subjetivas, além de variáveis que medem condições econômicas e sociais, sendo: PIB per capita, apoio social, vida saudável, expectativa de vida, liberdade, generosidade e ausência de corrupção.

As primeiras sete colocações estão apenas países europeus. A Finlândia, pelo segundo ano consecutivo, conquistando o 1º lugar, seguida pela Dinamarca, Noruega, Islândia, Holanda, Suíça e Suécia. Em último lugar está o Sudão do Sul.

Segundo Flora Victória, mestre em Psicologia Positiva, a felicidade pessoal é um capital público, ou seja, deve sim ser uma preocupação da administração pública. Muitas nações entenderam isso e já praticam políticas nesse sentido. A satisfação, a percepção de realização pessoal das pessoas impacta diretamente na economia e no desenvolvimento de uma país, isso acontece quando as pessoas sentem que podem escolher, se sentem livres para fazer aquilo que as fazem bem.

Usar o benefício da gratidão, entender todas as nossas conquistas como um verdadeiro presente, estabelecer conexões verdadeiras, criar laços sociais, nos dar a permissão para ser humano, também são partes essenciais da felicidade. Elementos como a confiança, o propósito, a generosidade e a esperança são capazes de alterar a felicidade de uma pessoa e até mesmo de uma nação.

Uma curiosidade: uma das conclusões apontadas pelos analistas deste relatório é que a infelicidade aumentou no mundo inteiro, sendo este movimento tendo sido impulsionado pela desconfiança em líderes políticos e pelo uso intenso das redes sociais… Mas este será um assunto para próximas abordagens.

A importância da Felicidade é fator decisivo para o sucesso de qualquer nação. O olhar para o futuro no planejamento da construção de um país mais seguro, sem corrupção não pode ser utopia. Acreditar nesta possibilidade e fazer algo para isso é o primeiro passo para a conquista um lugar mais alto no Ranking da Felicidade para o nosso Brasil!

Se isso é possível? Sim, isso é perfeitamente alcançável.

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